domingo, 31 de maio de 2009

A página em branco me desafia: quer mesmo escrever? Terá coragem de dizer o indizível? De transpor em linhas o que se passa por dentro dos poros da pele? De construir uma gaiola para estes pensamentos que evaporam com o suor? De deixá-los trancados do lado de fora e além de seu controle, correndo o risco de que qualquer um abra a prisão forjada e os libertem para voos muito mais altos que sua capacidade de sonhar?

***

(...) Queria esquecer seu endereço para que extraviassem todas as minhas cartas cheias de erros gramaticais sentimentais.

1.4.9.

4 comentários:

  1. Como todos queriamos as vezes ter amnésia, mas não é assim...
    Só nos resta levantar o rosto e seguir.


    Mesmo conhecendo a melodia da música a letra pode mudar.

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  2. Anônimo2/6/09 00:25

    Ia virar uma daquelas obras literárias feita de cartas achadas por aí...

    [Entre aspas. Mas é seu, né?]

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  3. haha! eh meu sim, ta em aspas porque eh velho e foi tirado do meu caderno (diario?) que serve pra TUDO!! hehe

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  4. Genial, com G maiúsculo.

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