domingo, 7 de junho de 2009
Olho para o chão e os passos são espelhos. Lua enchendo a noite desse céu de nuvens cinzas. Não olho o caminho por onde vamos, porque penso que já o conheço bem, afinal, por quantas vezes andei sozinha por ali? As luzes dos postes não iluminam minhas idéias. Aquele braço me envolve os ombros e pesa. É uma posse indesejada, uma proteção que não preciso, e sinto aquele aperto no peito, conhecido e doloroso. De algumas coisas eu fiz questão de esquecer pra seguir vivente. Outras, abandonei no canto da estrada, caso alguém quisesse para si. Nada disso me pertence mais, levou lavou a água da chuva. Hoje de manhã eu disse adeus e o vento frio me beijou. Senti que fosse um bom sinal.
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ter q esquecer é extremamente triste. mas as vezes é realmente necessário. pelo menos o vento frio te beija e não te corta. está em boa companhia. os ventos geralmente carregam bons conselhos. bjos.
ResponderExcluirMais empatia quando vejo que você escreve bem, em duas línguas e de tudo quanto é coisa. Coisa boa e ruim. Ainda estou só no velho brasileirês, em breve arrisco o español.
ResponderExcluirPortas abertas! Não precisa de bater pra entrar ou pra sair.
Vou lendo você aos poucos e com muito prazer.
Hasta la vista. Dale?!
mas como imaginei, não foi tão bom sinal. era abraço da mãe iansã na filha que agora chuvisca com os olhos. e sem berros de trovoada.
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